segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Frases interessantes:


Você foi a esperança nos meus dias de solidão,a angústia dos meus instantes de dúvida, a certeza nos momentos de fé.
Paulo Coelho



A verdadeira origem da descoberta consiste não em procurar novas paisagens, mas em ter novos olhos.

Marcel Proust
Uma História


A vida é uma História que deve ser muito bem conservada.
Ah como esquerce - se do primeiro namorado, ou daquela pessoa que tanto lhe maguou? Praticamente impossível.
Quando os elementos da vida cotidiana aparece, nesse mesmo momento surge a angútia, a raiva e até mesmo a depressão, pois tais elementos são os obstáculos, que nos levam as vezes aos desentendimentos entre familiares e amigos.
O difícil de toda a "História" é conseguir vencer quando há tantas pessoas que roubam todos os objetivos que formam a nossa vida. Alguns fatores que prejudicam a vida do ser humano é a desigualdade social, preconceito entre si e si mesmo. O pior de tudo é quando abaixamos a cabeça e damos total lugar para "outros" trabalharem por ela.
Mais a vida é isso altos e baixos, tristezas, alegrias, faz parte de quem vive. O bom de tudo é que sem essas dificuldades a vida não teria brilho, seria um vale cor de cinza. As vezes pelos transtornos, que conhecemos pessoas inesquecíveis, que nos ajudam profundamente, e estão sempre ao nosso lado.
Amar é a essência da vida, viver é sonhar, sem amar não há mar com as ondas de cada pensar. Amar é sempre amar com todo vigor e emoção, sem desprezar coisas simples que nos trazem talvez a melhor coisa que é viver, isso constrói uma História.



Amanda Costa

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Começo a conhecer - me. Não existo



Começo a conhecer - me. Não existo
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
ou metade desse intervalo, por que também há vida...
Sou isso, enfim...
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulhos de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sussego de mim mesmo.
É um universo barato.


Álavaro de Campos
Leitura



Era um quintal ensombrado, murado alto de pedras.
As macieiras tinham maçãs temporãs, a casca vermelha
de escuríssimo vinho, o gosto caprichado das coisas
fora do seu tempo desejadas.
Ao longo do muro eram talhas de barro.
Eu comia maçãs, bebia a melhor água, sabendo
que lá fora o mundo havia parado de calor.
Depois encontrei meu pai, que me fez festa
e não estava doente e nem tinha morrido, por isso ria,
os lábios de novo e a cara circulados de sangue,
caçava o que fazer pra gastar sua alegria:
onde está meu formão, minha vara de pescar,
cadê minha binga, meu vidro de café?
Eu sempre sonho que uma coisa gera,
nunca nada está morto.
O que não parece vivo, aduba.
O que parece estático, espera.



Adélia Prado


Relato pessoal: Capão Pecado

Dou valor?



Onde posso ir?
Quando começo a ler, meu pensamento vai para bem longe. Viajo para uma "realidade", onde a maldade dos homens não existe, e sim existe o amor a compaixão, e esses sentimentos bons predominam no coração de cada um de nós.
Ler o livro Capão Pecado foi algo muito diferente, um grande privilégio, pois é um livro muito "realista". Serviu para minha cabeça "fugir" um pouco do mundo de fantasias e voltei para esse mundo, o mundo "real".
Quando estava lendo, lembrei - me de algo que aconteceu em minha vida.
Uma vez o namorado da minha melhor amiga, começou a dar em cima de mim, claro longe dela, eu ficava completamente sem jeito, e comecei a "cortar" as brincadeiras, e todo o apego que ele tinha comigo, pois afinal de contas era um grande amigo meu.
Capão Pecado me fez lembrar também quando a minha avó morava em uma Favela, e quando, eu ia na casa dela, via como era o "movimento", onde "escreveu não leu o pau comeu". As coisas não são nada facéis e em uma favela, acaba fivando mais difícil ainda.
A sociedade é muito maldosa com todos. Mais espera aí a culpa não é só "deles", somos todos culpados, por sermos tão preconceituosos, pela nossa raça, a raça humana.
Infelizmente faz parte da vida "essa realidade", essa dura realidade.
Eu passei alguns dias lendo, as partes que mais achava "interessante" comentava como minha mãe ela também gostou muito, também contei as coisas que achei mais interessante para o meu pai, meus tios...
Amei ler este livro foi uma grande aventura , e "aprendi muito com ele", foi uma sensação muito boa e triste, pois no livro há muita morte entre outras desgraças.
O ruim de toda história é que para aprender a dar mis valor para a vida é preciso deparar - se com uma coisa "real". Foi fácil de entender, pois é usada uma lingugem do dia a dia, sem muitas restrições.
É assim que acontece eu vou e volto, viajo em uma "ralidade paralela" depois volto com todo vigor para a minha realidade. É assim o mudo da leitura.
Espero colocar em prática tudo aquilo que tocou o meu coração, principalmente a dar valor a vida.



Amanda de Jesus Costa

domingo, 19 de julho de 2009

Berimbau

Composição: Baden Powell e Vinicius de Moraes


Quem é homem de bem
Não trai!
O amor que lhe quer
Seu bem!
Quem diz muito que vai
Não vai!
Assim como não vai
Não vem!...

Quem de dentro de si
Não sai!
Vai morrer sem amar
Ninguém!
O dinheiro de quem
Não dá
É o trabalho de quem
Não tem!
Capoeira que é bom
Não cai!
E se um dia ele cai
Cai bem!...

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...

Se não tivesse o amor (2x)
Se não tivesse essa dor (2x)
E se não tivesse o sofrer (2x)
E se não tivesse o chorar (2x)
Melhor era tudo se acabar (2x)

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mais, mais do que eu

Capoeira me mandou
Dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou
Vai ter briga de amor
Tristeza camará...

Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Hê! Hê! Camará!
Soneto do amigo

Enfim, depois de tanto erro passado
Tantas retaliações, tanto perigo
Eis que ressurge noutro o velho amigo
Nunca perdido, sempre reencontrado.

É bom sentá-lo novamente ao lado
Com olhos que contêm o olhar antigo
Sempre comigo um pouco atribulado
E como sempre singular comigo.

Um bicho igual a mim, simples e humano
Sabendo se mover e comover
E a disfarçar com o meu próprio engano.

O amigo: um ser que a vida não explica
Que só se vai ao ver outro nascer
E o espelho de minha alma multiplica...


Vinicius de Moraes