O que é Projeto Nurc?
Projeto Nurc. Projeto Norma Urbana Culta, seu significado.
Seu objetivo era de documentar e descrever a norma objetiva do português culto falado em cinco capitais brasileiras: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Salvador e Recife. A partir de 1985, considerando as novas tendências de análise língüística, ampliou - se o escopo, do projeto no sentido de abraçar outros aspectos, tais como: análise da conversação, análise da narrativa, análise sócio - prágmatica do discursos e outros.
sexta-feira, 26 de junho de 2009
Não faças versos sobre acontecimentos.
Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escurosão indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo.Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentra dano espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?
Repara: ermas de melodia e conceitoelas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
Não há criação nem morte perante a poesia. Diante dela, a vida é um sol estático, não aquece nem ilumina. As afinidades, os aniversários, os incidentes pessoais não contam. Não faças poesia com o corpo, esse excelente, completo e confortável corpo, tão infenso à efusão lírica.
Tua gota de bile, tua careta de gozo ou de dor no escurosão indiferentes. Nem me reveles teus sentimentos, que se prevalecem do equívoco e tentam a longa viagem. O que pensas e sentes, isso ainda não é poesia.
Não cantes tua cidade, deixa-a em paz. O canto não é o movimento das máquinas nem o segredo das casas. Não é música ouvida de passagem, rumor do mar nas ruas junto à linha de espuma.
O canto não é a natureza nem os homens em sociedade. Para ele, chuva e noite, fadiga e esperança nada significam. A poesia (não tires poesia das coisas) elide sujeito e objeto.
Não dramatizes, não invoques, não indagues. Não percas tempo em mentir. Não te aborreças. Teu iate de marfim, teu sapato de diamante, vossas mazurcas e abusões, vossos esqueletos de família desaparecem na curva do tempo, é algo imprestável.
Não recomponhas tua sepultada e merencória infância. Não osciles entre o espelho e a memória em dissipação. Que se dissipou, não era poesia. Que se partiu, cristal não era.
Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfície intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los.Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio. Não forces o poema a desprender-se do limbo.Não colhas no chão o poema que se perdeu. Não adules o poema. Aceita-o como ele aceitará sua forma definitiva e concentra dano espaço.
Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta, sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?
Repara: ermas de melodia e conceitoelas se refugiaram na noite, as palavras. Ainda úmidas e impregnadas de sono, rolam num rio difícil e se transformam em desprezo.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 11 de junho de 2009
Análise do filme: Billy Elliot
O mundo em que vivemos, é muito preconceituoso, não apenas contra os negros, ou desigualdade social mas também contra os homossexuais.
Um filme rico em escolhas perfeitas para mostrar o quanto nós mesmos somos preconceituosos.
O filme Billy Elliot nos mostra isso, no qual talentosos se reprimem com medo disso, pois têm preconceitos contar si mesmo.
A sociedade manipula todos nós, privatizando – nos da nossa própria vida, impedindo de vivermos e realizarmos nossos sonhos, e passamos viver para “ela”.
Devido a “correria” do dia a dia, os pais não dão atenção para seus filhos e acabam não conseguindo demonstrar o seu amor, e os deixam a desejar. Essa falta, como conseqüência nos reprimem e deprimem, o que nos fazem muito mal, não só nós, mas aos próximos.
Sonhar faz bem, quando conseguimos lutar por eles, e sabendo que sempre haverá uma oportunidade, mas também tudo tem seu tempo.
Não ter medo de viver é o primeiro passo.
O mundo em que vivemos, é muito preconceituoso, não apenas contra os negros, ou desigualdade social mas também contra os homossexuais.
Um filme rico em escolhas perfeitas para mostrar o quanto nós mesmos somos preconceituosos.
O filme Billy Elliot nos mostra isso, no qual talentosos se reprimem com medo disso, pois têm preconceitos contar si mesmo.
A sociedade manipula todos nós, privatizando – nos da nossa própria vida, impedindo de vivermos e realizarmos nossos sonhos, e passamos viver para “ela”.
Devido a “correria” do dia a dia, os pais não dão atenção para seus filhos e acabam não conseguindo demonstrar o seu amor, e os deixam a desejar. Essa falta, como conseqüência nos reprimem e deprimem, o que nos fazem muito mal, não só nós, mas aos próximos.
Sonhar faz bem, quando conseguimos lutar por eles, e sabendo que sempre haverá uma oportunidade, mas também tudo tem seu tempo.
Não ter medo de viver é o primeiro passo.
domingo, 7 de junho de 2009
Quero ser livre
Quero ter amizades verdadeiras, quero andar pelas ruas sem medo, quero mostrar o que sou sem ser o pato da vez, quero sorrir nos momentos de tristeza, não quero ser Maria vai com as outras, quero ter meus próprios sonhos e não que sonhem por mim ou decretem como minha vida deve ser.
Eu só quero ter uma vida, apenas ser livre.
Quero ter amizades verdadeiras, quero andar pelas ruas sem medo, quero mostrar o que sou sem ser o pato da vez, quero sorrir nos momentos de tristeza, não quero ser Maria vai com as outras, quero ter meus próprios sonhos e não que sonhem por mim ou decretem como minha vida deve ser.
Eu só quero ter uma vida, apenas ser livre.
Amanda
Assinar:
Postagens (Atom)
